Uma tarde ensolarada marcou a 23ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ neste domingo, 3, em Macapá. O evento é o ponto alto da programação cultural do Mês da Diversidade, que contou com o apoio da Secretaria de Políticas para Mulheres (SEPM).
Com o tema: “Olha eu aqui de novo: viver, morrer, renascer, firme e forte!", a Parada do Orgulho LGBTQIA+ celebrou a pluralidade, a inclusão e a luta pelos direitos da comunidade. O evento reuniu milhares de pessoas na orla da cidade, como foi o caso da professora, Maura Leal que levou pela primeira vez a filha para prestigiar na Parada.
“ Achei uma festa lindíssima com muita diversidade e cores. Eu queria mostrar isso para minha filha, a mensagem que a ‘Parada’ passa é que a gente pode viver em um mundo diverso, disse a professora.
O sociólogo Charles Cardoso sempre participa da Parada do Orgulho LGBTQIA+ e diz que o evento é um símbolo de conscientização e respeito.
“Falando de políticas públicas entendo que o Governo e todas as secretárias estão unidas para combater a homofobia, LGTFobia e transfobia. A gente ainda tem muito para crescer e levar para mais pessoas que o respeito é fundamental. Também fiquei muito orgulhoso em ver a rganização do evento com trios, alimentação, policiamento e muita diversão”, disse o sociólogo.
A programação contou com a apresentação das madrinhas e padrinho, figuras públicas importantes que ajudam a promover a visibilidade à comunidade LGBTQIA+. As madrinhas desta edição são autoras Lei municipal 2597 de 2022 que pude atos discriminatórios com base na orientação sexual, em Macapá.
A secretária de Políticas para Mulheres, Adrianna Ramos, foi uma das madrinhas e disse que a diversidade precisa ser respeitada.
"Ser madrinha, é um chamando da comunidade LGBTQIA+ para dizer que confiam em nós. É a responsabilidade assumida para fortalecer a luta pelo direito de existir, uma caminhada sem volta na direção do respeito à diversidade. O que fica é o orgulho de ser aliada de uma causa tão nobre e necessária para a humanidade", disse a secretária.
De acordo como coordenador de infraestrutura e logística da Parada do Orgulho LGBTQIA+, Bryan Marques, o dia é de celebrar e também reivindicar mais direitos.
“É um dia para celebramos o orgulho, a resistência e lutas. Dia de celebrar o que já conquistamos e o que avançamos, mas também de reivindicar demandas para os poderes públicos para que a gente, de fato, possa viver em uma sociedade digna, justa e igualitária para as populações, especialmente a população LGBTQIA+", disse o coordenador.
O evento foi organizado por uma comissão composta por ativistas, voluntários, organizações da sociedade civil e apoiadores comprometidos com a causa da igualdade e inclusão.
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