Mais de 2,5 mil atendimentos foram realizados pelos cinco Centros de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) no primeiro trimestre de 2023. Coordenado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SEPM), o local acolhe vítimas de todos os tipos de violência, especialmente doméstica e familiar.
As unidades funcionam nos municípios de Laranjal do Jari, Mazagão, Porto Grande, Oiapoque e Macapá, onde a estudante de serviço social, Rosa Maria, de 24 anos, procurou ajuda para romper com um relacionamento abusivo de três anos. A acolhida chegou ao Cram depois de uma audiência on-line para concessão de medida protetiva, que proibiu a aproximação do agressor.
“Aconselho outras mulheres a procurar uma rede de apoio, porque sempre tem uma amiga ou conhecida que sabe onde encontrar ajuda adequada, esse foi exatamente o meu caso. Durante a gestação da minha única filha, aconteceu a primeira agressão, depois disso resolvi expor a situação e o auxílio veio de onde eu não sabia que existia”, pontua a estudante.
Rosa conta, ainda, que chegou a morar em um abrigo antes de conhecer os serviços do centro. Foi no Cram onde ela teve acesso a qualificação profissional, programas de cidadania e habitação.
“Além da psicóloga, outra profissional importante foi a assistente social, que me ajudou a conseguir meus direitos. Hoje curso serviço social inspirada por elas, e quero ajudar outras mulheres que passam pelo o que eu passei”, frisa a acolhida.
Atendimento especializado
Serviços como acompanhamento psicológico, assistência social, fisioterapia, enfermagem e assessoria jurídica são oferecidos gratuitamente para as cidadãs que buscam auxílio ou são encaminhadas pelas entidades que integram a Rede de Atendimento à Mulher, como hospitais, delegacias e órgãos da Justiça.
A secretária de Políticas para Mulheres, Adrianna Ramos, enfatiza que aquelas que procuram ajuda tem o sigilo garantido desde o momento do acolhimento até o final do seu acompanhamento.
“Todas as mulheres que nos procuram são acolhidas, recebem orientação jurídica e às necessidades apresentadas por elas. Damos os encaminhamentos necessários e vale dizer que muitas buscam para saber quais serviços oferecem e descobrem que podem, além de recorrer a este órgão para acessar seus direitos, ter oportunidades de capacitações, o que contribui para tirá-las do ciclo de violência”, reforça a gestora.
Para a coordenadora do Cram Macapá, Tayná Taylor, uma das prioridades é tornar os centros ainda mais conhecidos, ampliando o alcance desse acolhimento às mulheres do estado.“Buscamos, ainda, mais parcerias com órgãos que promovem defesa dos direitos da mulher e aumentar a oferta de serviços. Muitas mulheres precisam desse apoio”, conclui a coordenadora.
Saiba onde encontrar o Cram
Os Centros de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, nos seguintes endereços:
Tenha acesso a agenda do servidor aqui nesse link
Sistema para emissão de certidão funcional
Diário Oficial do Amapá
Descrição para o link. Acessar a página clique aqui.
Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão
Descrição para o link. Acessar a página clique aqui.
Sistema de Ouvidoria pública do Amapá
Descrição para o link. Acessar a página clique aqui.
Portal de Serviços do Governo do Amapá
Descrição para o link. Acessar a página clique aqui.
Descrição para o link. Acessar a página clique aqui.
Gestor de Documentos do Governo do Amapá
Politicas de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade
Convênios do Governo Federal